De mala e cuia!
Tempo que não volta

Momentos de nostalgia
7:00 horas da manhã, o metrô está repleto de trabalhadores apressados tentando chegar a tempo no emprego. Com muita dificuldade consegui um lugar para sentar, tirei um livro da bolsa e pus-me a ler. Na estação seguinte um homem se colocou de pé à minha frente e imediatamente tirou minha atenção da leitura, fazendo meu coração disparar. Inicialmente não olhei seu rosto, mas aqueles pés me eram familiar. Aos poucos fui observando-o de baixo à cima, todas as partes dele eram iguais ao do meu anjo, porém, ao chegar em seu rosto percebi que só poderia estar sonhando, pois aquele que tanto amo estava do outro lado do oceano. voltei-me novamente ao livro e segui assim até o destino final, mas agora a saudade martelava ainda mais em meu peito, fazendo com que eu revivesse em pensamento todos os momentos maravilhosos que vivi ali.
31 de janeiro de 2013, foi a data na qual sai de casa em busca de aventuras do outro lado do oceano. Minha cabeça estava a mil, tentando imaginar a família que me esperava ali. Chegando lá, dei de cara com um casal de senhores amáveis que me tomaram pela mão e me acolheram em sua casa da forma mais calorosa possível, indo em contra todas as minhas pré-concepções. Durante 5 meses os amei e fui muito amada, tive irmãos, amigos, família... Num local onde há pouco tempo jamais pensaria em pisar. Aqueles foram os melhores meses da minha vida até então.
De todas as pessoas com as quais convivi, aquele senhor foi o que mais me marcou. Encontrei nele um amigo, companheirismo, um anjo que fez com que me sentisse a pessoa mais segura daquele lugar. Como nada dura para sempre, um dia tive que voltar para casa. O medo que preencheu minha mala na ida, foi substituído por uma experiência maravilhosa a qual jamais esquecerei. Todos os dias sorriu ao lembrar desses momentos, me emociono ao recordar a imagem daquele casal amável. Agradeço a Deus por ter me concedido esse presente, enquanto a saudade maltrata meu coração implorando para reviver esses momentos.
Izabella Santiago
O poder do perdão
Eu nunca havia odiado tanto alguém até ser traído por aquele que para mim era como um irmão. Alguém pelo qual eu fazia qualquer coisa para vê-lo bem e a pesar das nossas desavenças e da sua indiferença não conseguia deixar de quere-lo. Depois da traição todo o amor que sentia se transformou em um ódio tão forte a ponto de fazer-me querer vingança e ficar feliz por sua desgraça. Sempre que o via recordava do mal que me havia feito e ficava tomada pelo ódio.
Nas noites de véspera e natal eu sonhei com ele, os dois sonhos giravam em torno do perdão, mas em nenhum eu o perdoei e acordei atordoada, com o coração apertado. No dia seguinte comentei a uma amiga o ocorrido, ela me recomendou que rezasse e fizesse a oração do perdão. No mesmo instante o aperto voltou de forma tão forte a ponto de fazer-me ficar fraco, tonto, de coração acelerado e com uma vontade absurda de chorar. Deixei o que estava fazendo, me tranquei no quarto e rezei enquanto me esvaia em lágrimas. Era como se o pranto fosse todo o ódio saindo do meu ser. Então eu orei, e em meio a oração me peguei dizendo que o amava. Aos poucos o mal-estar foi passando e o sentimento ruim também. Agora quando me lembro do rosto dele, não enxergo apenas o mal que me fez, mas também que o perdoei e o amo apesar de tudo.
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Izabella Santiago
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Izabella Santiago, 17 anos, pernambucana, estudante de letras na UFPE. Leonina típica, super sentimental, amante das artes e doente por viagens. Esse cantinho é uma forma de compartilhar um pouco do que sinto e das coisas que gosto.


